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07/12/2010 - Ronald D. White, Los Angeles Times (Tradução Livre)

Indústria de transporte marítimo mundial enfrenta falta de trabalhadores

Os empregadores estão preocupados se haverá marítimos qualificados suficientes para operar navios, motoristas de caminhão para transportar mercadorias e administradores para gerenciar armazéns e centros de distribuição.

Uma série de relatórios, ao longo dos últimos dois anos, tem apresentado um quadro de navios com poucos marítimos para operá-los, poucos motoristas para fazer o transporte e armazéns e centros de distribuição sem gestores qualificados o suficiente para administrá-los.

A Organização Marítima Internacional afirmou, recentemente, que a indústria do transporte marítimo mundial, que emprega mais de 1 milhão de pessoas para tripular seus navios tecnologicamente avançados, está com problemas para a formação de marítimos em número suficiente. Ela prevê um deficit de oficiais da ordem de 27.000 a 46.000 em um futuro próximo.
A indústria americana de transporte de mercadorias por caminhões precisará contratar cerca de 200.000 motoristas este ano e outros 200.000 até o final de 2011 para acompanhar o crescimento esperado, de acordo com o “Council of Supply Chain Management Professionals”.
"Esta é uma indústria em crescimento e nós estamos enfrentando uma série de reformas", disse Tom Good, diretor de vendas e marketing da Matson Navigation Co., uma empresa de Oakland com operações significativas no sul da Califórnia. "As empresas estão preocupadas e nós temos uma grande necessidade de uma força de trabalho preparada que entenda o que nós fazemos."
Pode parecer estranho falar em uma iminente escassez de trabalhadores, no que tem sido, na maior parte, uma fraca recuperação econômica. Mas essa escassez ameaça a todos os sectores da indústria do transporte marítimo e do comércio internacional, justo quando as economias do mundo recuperam-se lentamente, após a pior recessão global desde a Segunda Guerra Mundial.
“Um navio pode ser construído em dois anos, mas é preciso um mínimo de três anos para treinar corretamente alguém para trabalhar nele”, disse Bill Davis, vice-presidente sênior da “Wells Fargo insurance Services”. "A diferença continua a aumentar e o impacto sobre a carga, o equipamento e as vidas já atingiu níveis inaceitáveis".
O aperto será sentido fortemente no Sul da Califórnia, onde os portos de Los Angeles e Long Beach lidam com mais de 40% das mercadorias importadas do país.

“Greatwide Logistics Services” é uma das empresas que já sentem o aperto. A empresa de transporte de mercadorias por caminhões, com clientes em toda a Califórnia, está lutando para manter seus 5.000 motoristas, tendo que lidar ainda com a aposentadoria dos motoristas mais velhos.





 



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