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03/04/2018 - Comte. Mário Mendonça

O COMBUSTÍVEL MARÍTIMO PÓS-2020

O Comitê de Proteção ao Meio Ambiente Marinho da IMO (MEPC) decidiu, por ocasião de sua 70ª Sessão, realizada em outubro de 2016, reduzir o limite de teor de enxofre do óleo combustível marítimo de 3,5 % para 0,5% a partir de 01 de janeiro de 2020.

Esse novo combustível deverá causar um significativo impacto no custo do transporte marítimo, uma vez que a expectativa é que seu preço deve ficar 50%, ou mais, maior que o combustível residual que muitos navios usam atualmente. Consequentemente, os fretes deverão ser aumentados elevando o preço final dos produtos transportados.

 

As alternativas disponíveis atualmente são a instalação de sistemas de limpeza dos gases de exaustão (scrubbers) ou a modificação do sistema de propulsão para o emprego do gás natural liquefeito (GNL) como combustível. Ambas as alternativas têm um custo muito alto, inviabilizando a sua implementação em navios mais antigos, o que poderá levá-los para um desmanche precoce.

Segundo Dragos Rauta, Diretor Técnico da Intertanko, os scrubbers podem custar mais que os motores principais de determinados navios, e o uso de combustível de baixo teor de enxofre (LSFO), embora mais caro, pode ser compensado pelo menor custo de manutenção, de reparo, de mão-de-obra ou da retirada de sedimentos. Konstantino Darzentas, Diretor de Frota da V.Ships Grécia, também acredita que a complexidade da instalação do scrubber deve favorecer o uso do LSFO. (SAFETY4SEA – 01/03/2018)

De uma maneira geral, especialistas têm identificado que para navios existentes, principalmente com mais de 10 anos, o uso do LSFO deve ser a melhor solução, em virtude do alto custo para a instalação de um scrubber ou para a alteração da instalação para o emprego de GNL. Para os navios novos, em construção, tanto o scrubber quanto o GNL podem ser uma opção, desde que sejam garantidos suprimentos de combustível de alto teor de enxofre (HSFO) e GNL através de contrato com fornecedores desses combustíveis.

De qualquer forma, há um entendimento da importância de se avançar na direção de combustíveis alternativos, principalmente para os novos navios.









 



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