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22/09/2015 - IMO Briefing

IMO alerta sobre os perigos da liquefação da bauxita

Tradução livre

A Organização Marítima Internacional (IMO) tomou medidas para alertar os comandantes dos navios sobre os possíveis perigos da liquefação associados ao transporte de bauxita, após análise dos resultados do inquérito sobre a perda do graneleiro Jupiter, de bandeira de Bahamas (10 anos), que transportava 46.400 toneladas de bauxita quando afundou rapidamente, com 18 mortes, em janeiro de 2015.

Uma circular, aprovada pelo Subcomit� da IMO sobre o Transporte de Contáineres e Cargas (CCC), reunido esta semana na sede da IMO, alerta os Comandantes de navios para não aceitarem uma carga de bauxita para transporte a não ser que:

� o limite de umidade da carga específica esteja certificado como menor do que o limite indicativo de umidade de 10%, e a distribuição de tamanho de partículas esteja de acordo com o detalhado na tabela individual da bauxita no Código IMSBC; ou

� a carga esteja declarada como do Grupo A (cargas que possam se liquefazer) e o embarcador declare o limite de umidade transportável (TML) e o teor de umidade; ou

� a carga tenha sido avaliada como não apresentando propriedades do grupo A.

A circular observa que, enquanto a bauxita � atualmente classificada como uma carga do Grupo C (cargas que não se liquefazem ou possuem um risco químico), no âmbito do Código Marítimo Internacional de Cargas Sólidas a Granel (IMSBC), há uma necessidade de aumentar a conscientização sobre os possíveis perigos de liquefação associada à bauxita. Se uma carga do Grupo A (carga que pode se liquefazer) � fornecida com o teor de humidade acima do seu limite de umidade transportável (TML), há um risco de deslocamento de carga, o que pode resultar em naufrágio.

O Código IMSBC, obrigatório, requer que as cargas do Grupo A sejam testadas, antes do carregamento, para determinar a sua TML e o seu teor real de humidade. O teste deve confirmar que a carga está abaixo do teor máximo de humidade considerado seguro para o transporte.

O Subcomit� foi informado da investigação de segurança marítima com relação á perda do graneleiro Júpiter, a qual descobriu evidências que sugerem a liquefação da carga, o que teria levado á perda de estabilidade. Investigação em curso para avaliar as propriedades da bauxita está sendo realizada pela Austrália e pelo Brasil, enquanto um projeto de investigação em curso na China sugere que a bauxita tem vários comportamentos, com base na origem da rocha e no modo como os materiais se desfazem.

O Subcomit� também estabeleceu um grupo de trabalho por correspondência para avaliar as propriedades da bauxita e do carvão (alguns tipos de carvão podem se liquefazer) e considerar as alterações necessárias ao Código IMSBC.
Liquefação

A liquefação ocorre quando uma carga (que pode não aparecer visivelmente molhada) tem um nível de umidade entre partículas. Durante uma viagem, o movimento do navio pode fazer com que a carga se liquefaça e se torne  viscosa e fluída, o que pode levar a carga a se movimentar com o balanço do navio e, potencialmente, causar uma inclinação perigosa repentina, virando o navio. Atenção e precauções especiais devem ser tomadas ao carregar uma carga que possa se liquefazer.

Informação sobre a investigação do graneleiro Júpiter

O relatório da investigação sobre a perda do graneleiro Júpiter pode ser baixado a partir do módulo de Acidentes e Incidentes do Sistema Global Integrado de Envio de Informações da IMO (GISIS).

https://gisis.imo.org/Public/Default.aspx (acesso público com necessidade de registro).






 



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