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21/09/2015 - Watchkeeper

PREOCUPAÇÕES SOBRE PESOS DE CONTÉINERES

Tradução livre

A partir de 01 de julho de 2016, uma alteração ao Capítulo VI/2 da Convenção SOLAS exigirá a verificação do peso de cada container carregado a bordo de um navio. Mas, a apenas dez meses dessa significativa e necessária mudança, parece claro que os preparativos para a sua aplicação estão longe de serem completados.

O conceito parece bastante simples, mas o fato de, quase meio século depois, os containeres começarem a ser transportados por mar e de estarmos agora no limiar dessa mudança, leva-nos a alertar as pessoas de que internacionalmente (e mesmo no nível nacional) a implementação pode ser mais complexa do que parece. Na semana passada, um seminário técnico organizado em Londres pela ICHCA Internacional abordou muitos desses problemas residuais e práticos.

Em face disso, os novos requisitos parecem claros sobre o fato de que á responsabilidade do embarcador apresentar um container para o transporte  acompanhado do Certificado de Peso Verificado (Verified Gross Mass � VGM). Mas ainda � preciso esclarecer quem � exatamente o �embarcador�. Será que a identidade dessa entidade responsável varia dependendo dos termos de embarque? Será que a terceirização da pesagem pode confundir a questão? E o que poderia acontecer se os contáineres chegassem às portas do terminal sem o VGM necessário? Podem ser levantadas questões de sobrestadia (demurrage) enquanto os containeres estiverem detidos aguardando a documentação adequada? E até que ponto a indústria de logística internacional avançou em relação à certificação e à calibragem de equipamentos de pesagem?

Pode haver uma expectativa razoável de que tais questões sejam respondidas, mas � claro que muitas delas podem dar origem a problemas em todo o mundo. 
 
Existe, ao que parece, uma abundância de questões mais práticas a serem abordadas nos próximos meses. Vale a pena lembrar, foi dito no seminário, que não � incomum que um navio conteineiro de 8000 TEUs descubra a existência de 2.500 toneladas de peso adicionais inexplicáveis a bordo, com implicações óbvias para o consumo de combustível. Há ainda uma abundância de casos de sobrecarga vergonhosos, como o de um motorista de caminhão no Reino Unido preocupado com sua carga; quando ele levou-a para uma balança de estrada, verificou que o contáiner de 40 pós que estava transportando (declarado a 30 toneladas) continha 96 toneladas!

Quão precisa deve ser a pesagem? Note-se que as normas internacionais de precisão de pesagem ainda não estão determinadas. Sugere-se que um valor de precisão de 1-2% pode ser apropriado, mas será deixado para a administração nacional determinar isso. Ainda há um debate sobre os melhores meios de estabelecer o peso, de acordo com os dois métodos permitidos pela SOLAS, e exatamente sobre onde isso deve ser realizado. Idealmente, o lugar apropriado à aquele onde o contáiner � estufado, mas o portão do terminal pode ser uma alternativa adequada, com os terminais cobrando uma taxa por este serviço.

Mais questões envolvem a localização e a precisão de balanças e de outros meios de estabelecer o peso da tara. O peso do veículo, o qual varia de acordo com a quantidade de combustível a bordo, � um problema, como � também o estabelecimento de um peso preciso, se dois cont�ineres de 20 pós estiverem a bordo. As células de carregamento, incorporadas a todas as formas de dispositivos de elevação, podem prover um método seguro e confiável ? 

Tudo isso, tendo em conta a proximidade da data de aplicação, � de importância crescente para todos em toda a cadeia logística. Sistemas, precisão, dispositivos de calibragem, métodos e "policiamento" terão de ser estabelecidos. Algo viável tem de ser concebido. A esperança � que, após a data de implementação, um "senso comum" entre as várias autoridades irá prevalecer.






 



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