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04/09/2014 - Comte.Mário Mendonça

IMPACTOS PRODUZIDOS PELA NOVA REGRA 14 DO ANEXO VI DA CONVENÇÃO MARPOL EM VIGOR A PARTIR DE 1 DE JANEIRO DE 2015

Em 1º de Janeiro de 2015 entram em vigor novas regras da Organização Marítima Internacional (IMO), reduzindo de 1,0% m/m para 0,1% a quantidade de enxofre permitida nos combustíveis marítimos utilizados dentro das zonas de controle de emissões (ECA).

As ECAs atuais estabelecidas pela IMO são as seguintes:

1.       O Mar Báltico;

2.       O Mar do Norte;

3.       A área da América do Norte; e

4.       A área marítima do Caribe dos Estados Unidos.

Além de reduzir os níveis de emissão de óxido de enxofre (Sox) nas ECAs, a IMO tem planos para reduzir a quantidade dessas emissões em todo o mundo, a partir de julho de 2018, reduzindo o teor de SOx dos atuais 3,5% para 0,5% em janeiro de 2020.

Para o controle de emissões de SOx nas ECAS, o teor de enxofre do óleo combustível deverá estar documentado pelo seu fornecedor. Os navios que utilizam óleos combustíveis diferentes, e que estejam entrando ou deixando uma Área de Controle de Emissão, deverão levar a bordo um procedimento escrito mostrando como deve ser feita a passagem da queima de um óleo combustível para a queima de outro, dando um tempo suficiente para que sejam totalmente retirados do sistema de serviço de óleo combustível os óleos combustíveis cujo teor de enxofre seja superior ao teor aplicável, especificado na MARPOL, antes de entrar numa Área de Controle de Emissão. O volume de óleos combustíveis com baixo teor de enxofre em cada tanque, bem como a data, a hora e a posição do navio quando for concluída qualquer operação de passagem da queima de um óleo combustível para a queima de outro, antes da entrada numa Área de Controle de Emissão, ou quando tal operação for iniciada depois da saída daquela área, deverão ser registrados no livro de registro que for estabelecido pela Administração.

Com a IMO limitando cada vez mais as emissões de SOx, NOx e material particulado que os navios podem produzir, tanto nas ECAs como em todas as partes do globo, qual será o impacto que isto produzirá na indústria da navegação e como as empresa vão se adaptar para atender a essas novas regras?

O caminho mais fácil, embora mais oneroso, será a substituição do combustível marítimo atual por um combustível destilado com característica que atendam as exigências da IMO, cada vez mais caro devido ao excesso de demanda e a pequena oferta.

Outros caminhos, como o gás natural liquefeito (GNL) ou o emprego de um sistema de limpeza de gases de exaustão, já estão disponíveis no mercado.

Uma das maneiras que as empresas de navegação podem usar para reduzir as emissões de SOx é através da utilização de gás natural liquefeito como uma alternativa aos combustíveis fósseis tradicionalmente usados. O GNL apresenta os seguintes benefícios: reduz as emissões de SOx em até 95% e as emissões de CO2 em até 25%. Por outro lado, ainda são poucos os pontos de abastecimento em todo o mundo. Esta pode ser uma alternativa viável para as empresas que baseiam o seu comércio nas áreas de controle de emissão reguladas pela IMO. O custo inicial da mudança para o GNL pode ser caro, mas deve cair ao longo do tempo.

Outra maneira pode ser a instalação de um sistema de limpeza dos gases de exaustão dos motores, aprovado pela IMO. Esses sistemas são altamente eficazes na redução de SOx e empregam a água do mar para a limpeza dos gases de exaustão. A água é recolhida após a limpeza, purificada e descarregada novamente no mar, de acordo com as regras da IMO. A tecnologia de lavagem pode ser benéfica para as empresas que ainda usam combustível pesado, com muito enxofre.

As regras do Anexo VI da MARPOL que entrarão em vigor em 2015 e até 2020 colocarão pressão nas empresas de transporte marítimo, que deverão estar atentas ao mercado de combustíveis e aos novos equipamentos de propulsão e de limpeza de gases de exaustão de motores.

Ref: Hellenic Shipping News Worldwide 03/09/2014

        Convenção MARPOL – Anexo VI





 



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