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02/04/2014 - Valor Econômico/Fernanda Pires | Para o Valor, de Santos

ALIANÇA NAVEGAÇÃO afreta navio para cabotagem de cargas de grande porte

O armador Aliança Navegação e Logística, líder na cabotagem de contêineres, irá inaugurar um serviço inédito de transporte de cargas de projetos - assim chamadas por terem grandes dimensões e não caberem em um contêiner, como turbinas e pás eólicas. A companhia acabou de afretar um navio dedicado ao nicho e que irá entrar em operação no mês de maio.

O objetivo é atender as empresas que precisam movimentar na costa grandes volumes devido aos investimentos em infraestrutura, especialmente no Norte e Nordeste. Hoje, elas dependem de navios de bandeira estrangeira - que realizam o transporte doméstico devido à falta de frota nacional especializada - e de rodovias, que por serem mal conservadas podem avariar a carga e aumentar o preço do seguro.


Mark Juzwiak, gerente-geral de assuntos institucionais da Aliança, explica que a decisão de entrar no setor deveu-se à procura dos clientes. Principalmente da área de energia. "O mercado estava carente de um navio especializado. Hoje no Brasil não existem navios de bandeira brasileira com essa capacidade", diz o executivo.


A embarcação multipropósito, denominada "Aliança Energia", tem capacidade para transportar pouco mais de 19 mil toneladas. É equipada com três guindastes cuja oferta combinada permite que sejam içadas até 800 toneladas. A embarcação foi construída em 2011. Tem 166,25 metros de extensão, 22,90 metros de largura e 9,80 metros de calado, sendo considerada grande para o setor. Tem dois porões, um com abertura de 25 metros e outro com abertura de 86 metros.


Este será o 11º navio da Aliança na cabotagem - a empresa faz também navegação de longo curso. Neste ano, o faturamento previsto com o novo ativo é de US$ 15 milhões. "Em 2015, acredito que será entre US$ 25 milhões e US$ 30 milhões, o equivalente entre 5% e 6% da receita da Aliança na cabotagem", diz Juzwiak.


O navio foi afretado a casco nu de um armador alemão pelo prazo de três anos, com opção de mais um. De bandeira liberiana, está vindo do Caribe. Quando chegar ao Brasil, receberá a bandeira brasileira e a tripulação nacional.


A Aliança está em contato com diversos clientes, entre os quais os que têm cargas destinadas a parques eólicos no Nordeste e no Sul e da indústria de máquinas. A ideia é atender todo o território nacional e, posteriormente, fazer a chamada longa cabotagem, escalando países como Argentina, Uruguai e Chile, com os quais o Brasil mantém acordos bilaterais.


"É um projeto pioneiro para o qual existe demanda. O Brasil está investindo em infraestrutura, em indústria pesada, há muitos investimentos em curso", afirma o executivo. Questionado se a empresa pretende investir em um segundo navio do tipo, Juzwiak explica que tudo vai depender da demanda.


Entre as vantagens da cabotagem no nicho de cargas de projeto está o tempo de viagem que, comparado ao trajeto rodoviário, pode ser significativamente reduzido: de 50 dias para no máximo seis em uma viagem de Santos para Fortaleza, estima a empresa.





 



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