» Home
» Busca (notícias)
14/06/2013 - ICS – Tradução livre

Navegação enfrenta custos de meio trilhão de dólares com Meio Ambiente

Falando aos delegados na abertura do evento Nor-Shipping, em Oslo, em 04 de junho, o presidente da Câmara Internacional da Marinha Mercante (ICS), Masamichi Morooka, disse que as novas regras para proteger o meio ambiente poderão apresentar, potencialmente, em toda a indústria, custo adicional de mais de meio trilhão de dólares entre 2015 e 2025. Isso é cerca de 50 bilhões de dólares de capital adicional e custo operacional em cada ano, para um período de 10 anos ou mais.

"Como muitas empresas lutam para sobreviver durante os anos difíceis que teremos pela frente, precisamos convencer os governos a evitar colocar a gota d’água que arrisque quebrar as costas do armador - e a gota d’água a que me refiro são os custos iminentes da legislação ambiental", disse Morooka.

Grande parte desses custos resultará da mudança para o combustível destilado de baixo teor de enxofre, assumindo que um combustível mundial com teor de enxofre de 0,5% entrará em vigor em 2020, além dos requisitos de 0,1% de teor enxofre que se espera sejam aplicados em zonas de controle de emissões no Noroeste da Europa e na América do Norte, a partir de 2015. Além disso, os custos de instalação de novos equipamentos para o tratamento de água de lastro também serão significativos, assim como a potencial contribuição que o transporte marítimo poderá ter que fazer para o Fundo Verde Climático (GCF) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC).

"A mudança iminente para um combustível destilado com baixo teor de enxofre muito mais caro é uma preocupação muito séria, que é agravada por preocupações sobre a adequação da oferta e os perigos da mudança de modal", disse Morooka.

Ele explicou que a principal mensagem que a ICS estava passando aos órgãos reguladores era a necessidade de um maior enfoque a ser dado para a sustentabilidade econômica do transporte marítimo, apoiado por evidências de anos de melhoria contínua do desempenho ambiental da navegação. "Muitas das leis ambientais caras, que estão prestes a entrar em vigor, foram concebidas em um mundo diferente, num tempo em que os mercados do transporte marítimo estavam crescendo e o financiamento para a adaptação não tinha secado", disse ele aos delegados da Nor-Shipping.

A ICS salienta que a proteção ao meio ambiente deve ser sempre uma prioridade para a indústria, mas a situação econômica vigente exige que um grau de pragmatismo seja aplicado quando é implementada uma infinidade de novas regulamentações ambientais. "A não ser que isso seja compreendido, existe o perigo de se criarem verdadeiras barreiras ao investimento em nossa indústria, enquanto esperamos uma recuperação", disse Morooka.

De um modo geral, pediu para olharmos para os próximos dois a cinco anos. O Sr. Morooka disse que ele permanece positivo e otimista: "Afinal, somos armadores". Mas ele previu que era pouco provável que, para a maioria dos setores, muito seja fundamentalmente alterado antes de 2015 ou 2016.
"No entanto, as decisões tomadas agora, tanto por parte dos armadores como pelos reguladores, irão determinar se estamos no fim do começo de nossas dificuldades, ou se, como espero, estamos no começo do fim".
A menos que algo muito inesperado aconteça, o Presidente da ICS acredita ser improvável que uma recuperação duradoura nas taxas de frete comece a sério em um futuro imediato.

No entanto, ele acredita que as forças de mercado encontrarão uma solução, o que quase certamente envolverá um grande número de navios que irão para os estaleiros de reciclagem muito mais cedo do que os seus proprietários tinham planejado originalmente.

A fim de evitar o prolongamento da crise, ele disse ser importante que os armadores tomem decisões sensatas e ponderadas sobre a encomenda de novos navios. Observando que os estaleiros têm problemas similares de   capacidade excedente e estão oferecendo navios a preços reduzidos, ele comentou: "O que pode ser do interesse racional de um armador individual nem sempre pode ser bom para a saúde coletiva da indústria como um todo."

O gráfico está mostrando os custos potenciais de novas regras ambientais.
Hipóteses: Equipamentos de tratamento de água de lastro - média de US $ 2 milhões por navio, com a IMO concordando com cinco anos para a implementação da Convenção sobre Água de Lastro, assumindo a entrada em vigor em 2015; diferença entre o combustível destilado e o residual de apenas US$ 300 por tonelada, com o consumo mundial mantendo-se em 300M toneladas por ano (na realidade, ambos os números são esperados serem maiores em 2025) e a IMO confirmando um limite global de teor de enxofre aplicável a partir de 2020;  substituição do Protocolo de Kyoto pela UNFCCC em 2020, com a contribuição da navegação ao GCF em consonância com as propostas do FMI / Banco Mundial. Custos potenciais das Áreas propostas de Controle de Emissões Tier III NOX, além de outros requisitos previstos, sejam excluídos.





 



Copyright © Syndarma, 2010.

 

Rua Visconde de Inhaúma, 134 - Grupo 1005 • Centro - Rio de Janeiro - RJ • Brasil - CEP: 20091-901 • Tel: (21) 3232.5600 • Fax: (21) 3232.5619 • e-mail: syndarma@syndarma.org.br

Produzido por Themaz Comunicação.