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31/01/2012 - Comte.Mário Mendonça

Progresso nos padrões de praticagem

Tradução livre

Quando o prático passa pela amurada do navio e faz o seu caminho para o passadiço, como pode o Comandante saber se a pessoa que está prestes a aconselhá-lo sobre a conduta de seu navio no porto é competente? Não faltam relatos de comandantes que precisaram assumir o controle da embarcação e contrariar as ordens de práticos que estavam levando o navio para uma situação de perigo. Práticos, por sua vez, lembram-se de equipes de passadiço que não falavam nenhuma língua conhecida e que preocupavam por falta de competência.

O debate sobre a relação "Comandante - Prático" tem sido surdo durante anos, agravado por sistemas de controle de navios mais complexos e práticos chegando a bordo acompanhados de seus próprios equipamentos eletrônicos, efetivamente afastando as pessoas do navio de suas funções de acompanhamento. É o prático um "membro extra da tripulação", um consultor externo ou talvez um outro membro da "equipe de passadiço" do navio?

Mas, a questão mais importante é a competência do prático. Pode ser um problema menor em um porto onde nosso navio é um visitante regular, em um país desenvolvido e com uma boa infra-estrutura regulatória. Em tal situação pode haver uma garantia razoável de que as habilidades do prático e o seu treinamento serão adequados ao tamanho do navio em que ele estará embarcando, e que a experiência local do prático será exatamente como o esperado.

Mas, o que será de um porto completamente desconhecido, em uma parte do mundo não tradicionalmente celebrada por sua experiência marítima? O prático pode transpirar confiança, vestir um uniforme com o prefixo "capitão" antes do seu nome, mas qual será a sua experiência? Afinal de contas, a responsabilidade pelos erros do prático continuará com o navio e seu Comandante, podendo haver um tempo muito limitado para uma intervenção, após os erros ou a negligência do prático tornarem-se óbvios.

Então, é indispensável uma referência internacional que possa fornecer alguma garantia de que os práticos, em qualquer porto, tenham as habilidades necessárias. Entretanto, é mais fácil sugerir essa exigência do que desenvolver os critérios para tal, daí o atraso considerável em descobrir esse conjunto de regras úteis. Os Práticos devem ser envolvidos na interpretação particular da avaliação de suas próprias habilidades, um processo que não tem sido fácil, encontrando-se, muitas vezes, dificuldades para estabelecer um acordo entre eles mesmos.

Mas, finalmente, com a assistência da “International Maritime Pilots Association” e, principalmente, da “European Maritime Pilots Association”, que aproveitaram a experiência dos Práticos da Holanda, foi possível desenvolver as “Normas Internacionais para Organizações de Praticagem”. Este Código, agora conhecido como Código ISPO, efetivamente provê critérios de desempenho pelos quais os procedimentos operacionais de uma autoridade de praticagem podem ser avaliados. Modelado em alguns aspectos sobre o Código Internacional de Gestão de Segurança, o Código abrange todos os aspectos da operação de um serviço de praticagem, os quais podem ser transparentes e independentemente auditados por uma organização de avaliação qualificada.

A esperança é que agora, com este sistema em vigor, os prestadores de serviço de praticagem em todo o mundo o adotem, dando aos usuários - seus clientes - a garantia necessária de que os seus navios estarão em boas e competentes mãos.

Watchkeeper - BIMCO: 25.01.12.

“O texto representado pelo link que segue foi uma resposta do Conselho Nacional de Praticagem, Conapra, para o artigo acima.”

Resposta do Conapra






 



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