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22/12/2011 - Comte.Mário Mendonça

Sistema de Água de Lastro - Um pesadelo iminente

Tradução livre de TANKEROperator - 21 de dezembro de 2011


A Convenção Internacional para o Controle e o Gerenciamento da Água de Lastro e Sedimentos de Navios, da IMO, terá um grande impacto sobre o transporte marítimo, principalmente para os navios petroleiros, segundo o alerta de uma empresa líder de corretagem de Londres.

Como exemplo, a Wartsila Water Solutions disse, recentemente, que prover um VLCC com o equipamento necessário pode ​​custar, atualmente, cerca de US$8 milhões. A empresa também afirmou que a tecnologia ainda não foi bem testada.


Outro problema será o grande número de navios que terão os sistemas instalados. A Câmara Internacional de Navegação sugeriu que, por dia, mais de 20 embarcações precisarão ter sistemas instalados para atender à Convenção, uma vez que, em meados de 2017, todos os navios deverão estar equipados com sistemas de gestão da água de lastro.

De acordo com uma grande sociedade classificadora, atualmente existem apenas 17 sistemas de gerenciamento de água de lastro aprovados e disponíveis no mercado.  Além disso, têm sido apresentadas preocupações quanto à disponibilidade de equipamentos para embarcações com grande capacidade de água de lastro.

A nova regulamentação também irá gerar uma quantidade enorme de trabalho para os estaleiros de reparação naval, pressionando os proprietários contra as datas de vistoria de classe programadas.

Dadas as condições comerciais recentes, a rápida queda nos valores dos ativos e a espiral dos preços do bunker, a implementação da Convenção poderia fornecer o trampolim para o desmanche da primeira geração de petroleiros de casco duplo com 15 anos de idade e daqueles mais velhos.

Vendas recentes de VLCCs para reciclagem têm gerado retornos de cerca de US$ 20 milhões; ao mesmo tempo, o preço de segunda mão para um VLCC de 15 anos caiu para cerca de US$ 24 milhões e pode continuar a cair, passando  os  afretadores a mostrar
preferência por navios mais novos.

Em qualquer negócio, “timing” é tudo.
Quando a Convenção entrar em vigor, o que é esperado para o próximo ano, os proprietários terão que decidir se as despesas adicionais, bem como os custos de docagem / reparação e mais os dias “offhire” valerão a pena.

É sempre uma decisão difícil para um proprietário desmanchar um navio.
Entretanto, com as novas regras iminentes, o desmanche pode ser muito tentador, caso a diferença entre os preços de um navio de segunda mão e o da sucata continue a se estreitar.

Talvez a proposta apresentada em agosto, para o desmanche de 60 navios de casco duplo, construídos até 1996, tenha um mérito maior dado o surgimento de mais regulação e custos.


Até o momento, 30 estados membros da IMO já assinaram a Convenção, e acredita-se que o Panamá assinará em breve.  Com isso, deve-se alcançar, em um futuro próximo, o requisito de 35% da frota mundial para que a Convenção entre em vigor.






 



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