» Home
» Busca (notícias)
18/10/2011 - Argumento

Navios deverão ter mais eficiência energética para poluir menos

Na última reunião do Comitê de Proteção do Meio Ambiente Marinho (MEPC), realizada em julho de 2011, em Londres, a Organização Marítima Internacional (IMO) adotou resolução que estabelece meta de redução, até 2025, de 30% no consumo de energia dos navios com 400 AB ou mais, construídos a partir de 2013. O Brasil, juntamente com outros países em desenvolvimento, conseguiu aprovar dispositivo postergando essa data para 2017, a critério das administrações dos Estados Partes.

Desde 1997 a IMO vem dando relevância a questões ligadas à poluição do ar causada por navios. Neste mesmo ano, a Organização incorporou à Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios (MARPOL) o Anexo VI, cujo objetivo era prevenir a poluição do ar por meio da limitação das emissões de óxido de enxofre (SOx), óxido de nitrogêneo (NOx) e da proibição de emissões deliberadas de substâncias que reduzem a camada de ozônio. Onze anos depois, o MEPC aprovou novas emendas ao Anexo VI da MARPOL, com reduções progressivas dessas substâncias nas emissões de motores marítimos. Este Anexo, revisto, entrou em vigor em 01 de julho de 2010.

Segundo a IMO, estudos recentes mostraram que a tecnologia, combinada a processos operacionais, pode ajudar o transporte marítimo na redução de combustível, e na consequente redução de cerca de 20% do CO2 emitido por tonelada de carga transportada por quilômetro (ton/km). O desenvolvimento de melhores cascos, motores e hélices, aliado ao melhor gerenciamento da velocidade do navio em seu percurso, são alguns exemplos. Para atender a essa expectativa, o MEPC está desenvolvendo ferramentas como o Sistema de Índices de Eficiência Energética de Projeto (EEDI) e o Plano de Gestão de Eficiência Energética (SEEMP), que deverão ser utilizados por todos os navios com 400 AB ou mais. A criação de um Fundo de Compensação Internacional para suportar projetos ambientais em países em desenvolvimento, financiado por meio de taxa cobrada dos combustíveis marítimos, também está sendo cogitada. Mais recentemente, em 15 de julho deste ano, o MEPC adotou outras emendas ao Anexo VI. As novas regras estipulam que um navio novo seja construído de acordo com um EEDI, calculado para o tipo e tamanho de um navio específico. Incluem, ainda, uma regra que acrescenta a criação de um SEEMP e o cumprimento de um Índice de Eficiência Energética Operacional (EEOI) para todos os navios, novos e existentes.Em janeiro de 2012 o Grupo de Trabalho da IMO sobre Eficiência Energética se reunirá em Londres para tratar do aperfeiçoamento das diretrizes sobre o método de cálculo do EEDI e do desenvolvimento do SEEMP e do EEOI.

Texto na Íntegra.




 



Copyright © Syndarma, 2010.

 

Rua Visconde de Inhaúma, 134 - Grupo 1005 • Centro - Rio de Janeiro - RJ • Brasil - CEP: 20091-901 • Tel: (21) 3232.5600 • Fax: (21) 3232.5619 • e-mail: syndarma@syndarma.org.br

Produzido por Themaz Comunicação.