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02/03/2011 - Comte. Mário Mendonça

Empresas de Navegação convocam o "poder popular" para pressionar os governos a acabar com os piratas somalis que estão estrangulando as rotas vitais de comércio.

                                     Tradução Livre do “press release” produzido pela ISF,
                                      BIMCO, ICS, INTERTANKO, INTERCARGO e ITF

Os armadores e os marítimos estão convocando o "poder popular" para pressionar seus governos a agir agora e a mostrar vontade política para resolver a crise crescente da pirataria somali, antes que ela estrangule o comércio mundial e que mais marítimos inocentes sejam torturados e assassinados.

A campanha SOS - Salve Nossos Marítimos, lançada hoje (01/03/2011) pela BIMCO, a International Chamber of Shipping (ICS), a International Shipping Federation (ISF), a Intercargo, a INTERTANKO e a International Transport Workers Federation (ITF), visa a incentivar milhões de pessoas em todo o mundo a pressionar seus governos para lutar contra a pirataria. Todos estão convocados a ajudar.

A crise da pirataria somali afeta você e cada um de nós no mundo inteiro. A recente expansão da operação dos piratas, através do Oceano Índico, significa que agora não existem rotas alternativas para evitar as gangues de piratas somalis, especialmente para os navios tanques que saem do Golfo. Os armadores e os marítimos estão reavaliando sua determinação atual para garantir que essas rotas comerciais vitais permaneçam abertas, e terão que escolher se navegam através desta área ou não.

Navios mercantes estão sendo atacados diariamente por piratas somalis, sendo atingidos por tiros e granadas lançadas por foguetes. Mais de 800 marítimos estão atualmente reféns em seus navios seqüestrados. Submetidos a abusos físicos e psicológicos durante meses, são mantidos presos por resgates de milhões de dólares.

No entanto, mesmo quando apanhados em flagrante pelas forças navais, 80% dos piratas são liberados para atacar novamente. Por quê? Porque os políticos do mundo não percebem a gravidade dessa situação. Os governos dão as ordens e têm a chave para resolver esta crise, mas eles parecem não ter disposição para encarar a realidade e agir. Suas instruções às forças navais são simplesmente para intimidar e atrapalhar, a não ser que envolva um interesse nacional.

Basta. A mesa-redonda de associações de transporte marítimo internacional (RT) e a ITF estão colocando propagandas contundentes nos principais jornais de grande circulação internacional, a partir de 01 de março, para dar início à campanha SOS - Salve Nossos Marítimos. A campanha destaca a situação dos marítimos e, com seis solicitações específicas, faz pressão sobre os governos para demonstrarem mais vontade política e menos desculpas legais ao lidarem com a pirataria somali.

Seis pedidos específicos

Estamos pedindo especificamente aos governos que reconheçam a ameaça aos nossos marítimos e à economia mundial, e que tomem as medidas necessárias para erradicar a pirataria no mar e em terra, pela:

- redução da eficácia dos navios-mães dos piratas, facilmente identificáveis;

- autorização das forças navais para prender os piratas e entregá-los para julgamento e punição;

- criminalização total de todos os atos de pirataria e intenção de cometer pirataria, nos termos da legislação nacional, em conformidade com o seu dever imperativo de cooperar para reprimir a pirataria através de convenções internacionais;

- aumento de meios navais disponíveis nessa área;

- maior proteção e apoio para os marítimos; e

- rastreamento e criminalização dos organizadores e financiadores por trás das redes criminosas.

SOS - Salve Nossos Marítimos

A RT e a ITF lançaram um novo portal para o SOS - Salve Nossos Marítimos http://www.saveourseafarers.com/. Apenas dois cliques e os simpatizantes podem enviar uma carta pré-preparada, assinada por eles, para os chefes de governo escolhidos por eles. O portal também terá as informações mais recentes sobre a situação da pirataria e uma página da TV SOS, com fotos e clipes de filmes.

A pirataria está fora de controle

Utilizando navios mercantes (chamados navios-mães) seqüestrados para estender seu alcance quase à costa da Índia, a cerca de 1500 milhas da Somália, os piratas espalham a anarquia por todo o Oceano Índico, através do qual passa metade da oferta mundial de petróleo. Petroleiros provenientes do Golfo e do Oriente Médio não podem mais evitar os piratas. Um petroleiro seqüestrado, com 2 milhões de barris de petróleo, representa 20% das importações diárias de petróleo dos EUA.

Além do custo humano, a pirataria está estrangulando as rotas principais de abastecimento e custando à economia global US$ 12 bilhões por ano.

Contamos com a liberdade dos mares para a entrega segura de 90% dos nossos alimentos, combustíveis, matérias-primas, ajuda humanitária e bens manufaturados. A navegação serve ao comércio internacional, auxiliando a atividade econômica, e, portanto, à estabilidade regional nos países vizinhos. Esta liberdade para servir ao comércio mundial está ameaçada.

Citações

"É hora de os governos em todo o mundo tomarem medidas firmes contra os piratas que atacam e seqüestram nossos navios. A prática atual de liberar os piratas detidos, sem julgamento, é uma vergonha para os nossos marítimos e para as convenções internacionais. O respeito ao direito internacional e à ordem está sendo grosseiramente negligenciado".
Robert Lorenz-Meyer, Presidente da BIMCO

"Os piratas estão cada vez mais fortes, mais violentos e cada dia mais ricos, como resultado da inércia por parte dos governos. Em nome de todas as principais organizações de transporte marítimo, estamos pedindo a ajuda dos governos para combater esse terror humano e econômico que está sendo infligido contra marítimos inocentes. Esperamos que, trabalhando juntos e incentivando o apoio da comunidade global, possamos aliviar a crise atual da pirataria na Somália." 
David Cockroft, Secretário Geral da ITF

"A pirataria está fora de controle. O alcance dos piratas, estendido através da utilização de navios mercantes seqüestrados (chamados navios-mães) significa que, para os petroleiros provenientes do Golfo, não há mais uma rota opcional para evitar o risco de seqüestro, e um petroleiro capturado com 2m de barris de petróleo representa um quinto das importações diárias de petróleo dos EUA. Os governos precisam proteger as rotas de navegação do mundo, mostrando vontade política, não a indiferença política".
Capitão Graham Westgarth , Presidente da INTERTANKO

"Os políticos não percebem a gravidade da crise. A escalada afeta, em primeiro lugar e principalmente, nossos marítimos, mas o efeito potencial sobre o comércio mundial e a estabilidade regional vai afetar todos nós. Os governos não podem se dar ao luxo de simplesmente deter e perturbar os piratas."
Pappadakis Nicky, Presidente da Intercargo

"Estamos chamando a atenção urgente de governos e organizações intergovernamentais para a recente, profunda e preocupante mudança no ‘modus operandi’ dos piratas somalis, particularmente onde estão envolvidas a tortura e o assassinato de marítimos inocentes. O impacto dessa crise crescente no bem-estar dos marítimos e nos padrões de comércio tem que ser compreendido pelos políticos e pelo público."
Spyros Polemis M, Presidente da ICS/ISF

Round Table/ITF press release
01/03/2011
Tradução livre




 



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